Inseto na comida e outras irregularidades no Hospital Metropolitano são denunciados na PB
26/01/2026
(Foto: Reprodução) Inseto em alimento servido no Hospital Metropolitano
Reprodução/TV Cabo Branco
Servidores do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, denunciaram irregularidades, incluindo insetos na alimentação de pacientes e funcionários. As denúncias foram enviadas à CBN e veiculadas nesta segunda-feira (26).
Entre as denúncias, estão problemas estruturais, como falhas no sistema de ar-condicionado, fazendo com que pacientes da UTI fossem realocados para outros quartos, e insetos na comida que é servida a pacientes e funcionários.
Também foram relatados problemas com relação aos funcionários, como a falta de depósito do FGTS de quem trabalha no hospital vinculado à Fundação PB Saúde. Outra denúncia foi sobre a quantidade de funcionários, que os servidores alegam ser insuficiente e cobram a convocação dos aprovados no último concurso.
Em nota, a Fundação PB Saúde, que administra o Hospital Metropolitano, respondeu a cada uma das denúncias. Sobre o sistema de ar-condicionado da UTI, a direção da unidade informou “que os episódios identificados foram prontamente tratados”.
Sobre os insetos nos alimentos, a nota diz que foi “solicitado reforço imediato das ações preventivas, como medida adicional de monitoramento e segurança assistencial”.
Em relação às denúncias sobre o depósito do FGTS, a Fundação PB Saúde explicou que “o que ocorreu foi uma intercorrência de natureza técnica no processo de compensação, que impossibilitou a efetivação dos créditos na data inicialmente prevista”, e que “os valores foram integralizados com as devidas correções”.
Já sobre a convocação de aprovados no concurso, a Fundação PB Saúde afirmou que “o prazo legal para convocação dos aprovados nas vagas imediatas se estende até 10 de abril de 2027, ou, em caso de prorrogação, até 10 de abril de 2029”. Também destacou que mais de 40% dos aprovados já foram convocados.
Denúncias após troca de corpos
As denúncias vieram à tona após o Hospital Metropolitano estar envolvido em outra polêmica: uma troca de corpos de dois idosos que morreram na unidade de saúde. O hospital afirmou que não houve falha nos procedimentos internos, por parte da unidade, mas que abriu uma sindicância interna para investigar o caso.
José Pereira e Waldeci Batista morreram na quinta-feira (22). A família do primeiro, ao abrir o caixão para o velório, percebeu que o corpo não era o dele.
A mulher afirmou também que procurou a família do outro homem, identificado como Waldeci Batista, e que supostamente era o corpo no qual elas estavam velando. A filha dele, identificada como Rosalba Gomes, disse que a família não costuma fazer velório, portanto, o corpo já havia sido enterrado em João Pessoa.
Na sexta-feira (23), o corpo de José Pereira foi exumado após autorização da Justiça da Paraíba e enviado à família.
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